Rapper Jhomp comenta postura de novos MC's



A cada dia, novos grupos e mcs surgem no cenário de Salvador e do rap nacional. Com a ajuda das redes sociais, os rappers divulgam seus trabalhos e têm um contato direto com o público. Apesar dessa crescente na cena do rap, muitos MC’s estão esquecendo a real origem do movimento, pelo menos é o que afirma o rapper soteropolitano Jhomp.

Ele conversou com o Rap071 sobre a falta das raízes do movimento hip hop para os novos grupos e rappers que têm surgido nos últimos anos no cenário. Para Jhomp, as letras atuais de Rap não trazem mais protestos e reivindicações do povo da periferia.


- “A gente tá mandando mensagem e esquecendo o alvo. Quem é que tem que ouvir a mensagem? A gente tá tentando bater de frente com o sistema, mas raramente a gente consegue, tá ligado? A gente tem que conscientizar os nossos, o povo da periferia, o povo que está desinformado, o povo que a educação perece”.

A crítica do MC vai além da questão social nas letras, para ele, os rappers estão se importando mais com a fama do que com a mensagem e com a influência das músicas.

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- “Os MC's hoje estão fazendo com que o rap vire ObaOba. Fazer o Rap para comer umas fãs, como o pivete fala no som [Baco Exu do Blues, em Sulicídio]. Mas não só isso! Então o "Ah eu sou conhecido, a rapaziada me saca", não pode deixar isso subir a cabeça. Rap do bom não falta, o que falta mesmo é a rapaziada pegar a visão”

Jhomp aproveitou para reforçar a importância do público conhecer o cenário local, para que muitos “pagam R$ 50 e R$ 60 para ingressos do show de fora, e às vezes é até de graça aqui, mas, infelizmente, não vão”. Na conversa, o músico citou ainda as suas grandes referências do rap soteropolitano, que são: Tiago Negão, Fúria Consciente, Galf, Diego 157, Contenção 33, DDH e Beirando Teto.

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