“A gente precisa saber que quando o outro brilha, a gente brilha também"; ouça o que disse Mr.



Mr. Armeng tem sido um dos grandes responsáveis por fomentar e divulgar a cultura hip hop da Bahia e de Salvador. O rapper do Nordeste de Amaralina conquistou o Brasil ao vencer o programa Breakout Brasil, produzido pelo canal Sony Spin, em 2013. Ele, que batalhou para construir sua produtora e conseguir criar uma carreira, hoje é um dos principais produtores em Salvador.

Há quase dez anos com o selo Freedom Soul, ao lado de DJ Leandro, Armeng tem investindo em projetos e ações que levem o movimento hip hop para todos os cantos da cidade. Ele idealizou o Salvador Hip Hop, evento que aconteceu nos dias 11 e 12 de novembro, no Espaço Cultural da Barroquinha, para comemorar o dia mundial da cultura.


“Salvador tem várias manifestações culturais, e o Hip Hop também precisa tá participando desse calendário num formato maior”, explica o rapper e produtor. Ele conseguiu movimentar rappers, B. Boys e B. Girls, grafiteiros, DJ’s e marcas voltadas para a cultura durante os dois dias de evento. Uma mesa de debate para organizar e fortalecer o debate do movimento foi realizada no primeiro dia. As apresentações artísticas ficaram para o segundo dia de programação.

“A gente precisa saber pelo menos que quando o outro brilha, a gente brilha também. Ele não me ofusca”

Para Armeng, a parte mais importante do Salvador Hip Hop é o evento ser idealizado, produzido e realizado pelos próprios membros do movimento:


-“O principal é que o Hip Hop que está fazendo. Não é uma outra produtora que não tem nada a ver com o Hip Hop e que pega os recursos e faz. Então essa é minha missão, para além de artista, é tentar trazer atividades, eventos que possam fortalecer o Hip Hop e principalmente os artistas. Principalmente economicamente, porque eu sei que o que nos falta mesmo é o capital para investir”.

O prêmio do BreakOut Brasil, um álbum da Sony e contrato com a agencia Day1, ajudou a impulsionar a carreira de Mr. Armeng, mas a sua força de vontade e correria foi a grande base para construir a carreira que tem hoje. Ele conta que decidiu largar o emprego e investir em equipamentos e assim passou a mandar beats para rappers de Salvador, como Daganja e Dimak. O segundo passo foi montar um estúdio:

-“Fazia beats para os caras 30 conto, 50 reais dava beat. E passei o veneno, mano, fiquei uns três, quatro anos, duro. E comecei a botar meu trampo para frente numa velocidade que eu achava que outros caras deveriam fazer e não tavam fazendo”.

Mr. Armeng também é responsável pelo projeto ‘Conceito SSA’ que leva a cultura hip hop para as salas de aula. As atividades apresentaram a história da cultura negra no Brasil e ensinou percussão e ritmo através de oficinas coordenadas pelo próprio rapper junto de outros convidados.


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