A Cena Por Elas: nos corres com Aurea Maria



Tá pensando que pra ser uma rapper é só subir no palco e cantar? Está muito enganado, meu querido! É preciso ter raça pra assumir a responsabilidade de subir no palco sendo mulher, principalmente negra, para encarar os corres do dia a dia, Para dar a volta por cima quando tratada como objeto e conseguir mostrar através das letras sua realidade. E é isso que Aurea Maria de 19 anos, moradora de Cajazeiras 11, faz a cada dia para ver seu trabalho ser valorizado.

O Rap se faz presente na sua vida desde quando frequentava a casa da tia de consideração, e, junto a sua amiga Thainá, passava as tardes ouvindo Pregador Luo, MvBill, Ao Cubo entre outros.

Começou no Rap fazendo peso para ninguém menos que MiraPotira e Cintia Savoli, minas que são exemplos de representatividades femininas no Rap de Salvador. E foi a partir daí que começou a se inserir na cena.


Aurea escrevia há algum tempo, mas mantinha tudo guardado. Foi quando se juntou ao coletivo NaCalada que ela pegou pela primeira vez no mic pra cantar em cima do palco. E não parou mais: “Antes era escasso ter mulheres no Rap, e por questão de vivência de falar o que vivemos, o que passamos, todos os sonhos e as realidades é muito importante.”

“Em relação ao ROXOGG, eu digo que foi menos difícil”, é assim que ela se refere à produção do seu primeiro Ep. Com ajuda dos seus amigos que a presentearam com toda a produção desde a logo, até os clipes gravados que ajudou a fortaleceram pra caramba o seu trabalho.

Assista ao último episódio da série “A Cena Por Elas- Mulheres do Hip Hop” e conheça um pouco como é a vida de uma mulher rapper, com Áurea Maria:


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