Em música de reflexão e homenagem, Oddish e Mobb lançam "Passa"; ouça

O movimento Hip Hop da Bahia deu adeus a grandes representantes neste ano de 2017, dois deles foram Cydrak Nascimento (MC) e OBZO (pichador e poeta). Se fisicamente eles não estão mais presentes, as suas artes continuam repercutindo e gerando novos frutos na cena. Um desses frutos vieram em forma de homenagem e reflexão presentes na música "Passa", produção de Oddish e Mobb lançada nesta semana. A música busca "levar o ouvinte a refletir sobre a vida e seus percalços, passando a ideia de não desistir dos objetivos e nem desanimar". Essa é mais uma "Parceria da Desgraça" entre os dois rappers, que lançaram outro trabalho juntos no final de 2016. Dessa vez num beat mais leve, Oddish e Mobb ret

Rapper Mirapotira sofre complicações no parto e campanha arrecada recursos para família; saiba como

A rapper Mirapotira, que faz parte do coletivo Rima Mina ao lado de Cintia Savoli em Salvador, sofreu complicações durante o parto do seu bebê, Kaluanã, no último domingo (21). Ela, que é amazonense, estava reunida com a família em Manaus, quando precisou fazer o parto cesárea antecipado. Em sua página no facebook, a rapper relata que, por conta de diversas negligências médicas, o bebê nasceu horas depois do programado e acabou respirando os dejetos que tinha na barriga: - "Infelizmente já tinha perdido muito líquido o bebê, já havia passado da hora de nascer e por consequência disso no primeiro fôlego de vida levou mecônio (excreção) aos pulmões... [Kaluanã] se encontra internado respirando

Grupo Maus Elementos retorna em novo ciclo e novo projeto; saiba mais

Quem são esses caras que fazem um som da ora? Você Quer Saber? Eles são os Maus Elementos! O grupo que apareceu no cenário soteropolitano em 2012 e volta agora em 2017 com nova formação e novo projeto. Composto atualmente pelos MC's Diego 157, Lukas Kintê, Márcio M.U e Tiago Negão, os Maus Elementos chegaram para mostrar a sua nova faceta, agora "com mais acidez, flow, contundência, boêmia e sonhos", como eles mesmo descrevem. E para apresentar este novo momento, eles lançaram o videoclipe "Quer Saber", que foi gravado dentro de uma escola para atingir justamente o seu principal público: juventude negra e periférica. Dirigido por Fernando Baggi (DUsolto Films) e roteirizado por Danilo Cruz e

OQuadro fala sobre importância de misturar referências: "matriz essencial da cultura hip hop&qu

Muitos diriam que o rap do Nordeste conseguiu conquistar espaço na cena nacional apenas em 2016 – com a explosão da música Sulicídio -, mas estes se enganariam ao pensar que foi só neste último ano que elas começaram a ser ouvidas por todo o Brasil. Exemplo disso é o grupo OQuadro, que surgiu no final da década de 1990 em Ilhéus, no litoral sul da Bahia, com músicas carregadas de cultura baiana. - “Não é de hoje que Nova Era existe; não é de hoje que Afrogueto existe; que Testemunhaz existe; Quilombo Vivo; Versus 2; Elemento X; DaGanja. É muita gente de muito tempo atrás que não chegou nem ao conhecimento da própria cidade”, relembra o rapper Jef, que faz o vocal d’OQuadro ao lado de Freeza.

Lulu Mon’Amour: a madame do rap que toca na ferida

O site Rap071 adverte: Se você não aguenta pedrada, não prossiga a leitura. Considerada a primeira rapper gay do Brasil, Mademoiselle Lulu Mon’Amour é uma mulher trans, natural de Goiânia, que segue há cinco anos “tocando o terror” na cena do rap. Isso porque, aos 35 anos sendo exemplo de resiliência, Mon’Amour não é de meias palavras quando o assunto é falar sobre ser uma mulher trans e periférica. -“A dor e o sofrimento ainda estão presentes na minha realidade e na realidade de muitos LGBTs e eu gosto de colocar essas vivências no meu trampo”, explica a rapper que acredita ser necessário tocar na ferida quando o assunto é violência e LGBTfobia. A resistência por parte de produtor local e d

N'Ativa lança mixtape "Propósitos" levando letras agressivas ao trap soteropolitano

É na base do trap e com muita letra agressiva que o grupo N'Ativa lança a sua segunda mixtape, intitulada "Propósitos". Formado por Sico, Dactes, Jeferson Devon e Tyro, o grupo apresenta o trabalho com dez faixas e algumas participações de peso, como a de Baco Exu do Blues (D.D.H.), 16 Beats, Torre (Contenção 33), Farell (C2A) e Ramires AX. A mixtape é mais uma grande produção do selo NaCalada e chega para conquistar destaque na cena, já que eles fogem dos conteúdos mais comuns das músicas traps - a luxuria e ostentação - e leva um discurso forte e politizado. E esses são os "Propósitos" do grupo do subúrbio de Salvador que forma também o Coletivo NaCalada, ao lado de Ramires Ax, Aurea Semis

Desconstruindo dentro do rap, Linn mostra que é possível ser bixa preta, trans e Da Quebrada

Em muitos momentos você vai ver o nome da paulista Linn da Quebrada ligado ao funk, afinal entre suas referências estão nomes como: Mc Xuxú, McTrans, Deize Tigrona, Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco e Cláudia Wonder. Apesar da ligação direta com o gênero musical, não se apegue a este detalhe para defini-la. Basta ouvir a música Talento para perceber que o rap está presente nos beats e no flow. O trap também dá sua pinta nesta faixa que já passou dos 70 mil views no YouTube. Sendo assim, podemos dizer que seu som é um diálogo da irreverência do funk com a “agressividade” do rap. Isso fica bem claro com a música Bixa Preta. Ouça: - “O funk e o rap são poesia, fazem história. Contam históri

"Hipocrisia, Equívocos e Contradições": assista à Poesia Orfã de SHAN

SHAN lançou o segundo vídeo do projeto "Poesia Órfã", iniciativa que conta com uma série de vídeos divulgados ao longo deste ano antes do lançamento do seu primeiro EP. O objetivo do projeto é apresentar rimas, anotações, linhas e versos ainda sem instrumental, de músicas inacabadas, ou ainda, de rimas soltas que não pertencem a nenhuma música. Nesse segundo vídeo ele traz nos versos de "Hipocrisia, Equívocos e Contradições" as contradições que rodeiam a caminhada das pessoas e o como nossas convicções mudam com o passar do tempo, nos fazendo agir com hipocrisia em muitas das vezes. Com participação de Dknv3, Alisson, K2, Bizuzo, Binos, Sinho, Gringo e Furioso; Filmagem – Jean Santana e Assi

#EstamosVivos – Saiba o que rolou no encontro entre DaGanja, Nova Era, Don L e KL Jay

Com um nome auto-afirmativo, em consonância ao movimento hip hop de resistência, e reunindo representatividades do rap baiano e do rap nacional, o #EstamosVivos garantiu uma noite de Black Music ao público da praça Tereza Batista, no Pelourinho, na última sexta-feira (12). Subiram ao palco durante as quatro horas de rap o cantor DaGanja, o grupo Nova Era, o cearense erradicado em São Paulo Don L, e o comandante da nave dos Racionais Mcs, Dj KL Jay, além de algumas participações. Um dos responsáveis por reunir essa rapa foi também o encarregado de abrir a noite. DaGanja, ao lado do Mc Ras Elias e com Dj Gug nas pick-ups, apresentou o seu novo trabalho, lançado há cerca de três meses, Bonde 36

O Rap da DONA: Gloria Groove quebra barreiras e preconceito para conquistar seu império

As palavras “rap” e “drag” parecem que não foram feitas para ocupar o mesmo texto. A “dona da porra toda”, mais conhecida como Gloria Groove, está aqui para provar que, além de ocupar o mesmo texto, o rap drag ocupa também o mesmo espaço e o mesmo corpo. Tem pouco mais de dois anos que a drag queen cantora de rap começou a conquistar seu espaço no meio do hip hop, mas como Daniel Garcia, seu nome de batismo, cantarola desde os sete aninhos. Apesar de o rap estar num momento mais “democrático” - não só quanto às formas de produção, como também aos protagonistas da cena -, Gloria destina o seu “boom” ao fortalecimento da cultura drag e explica: “Comecei a desenvolver o trampo num momento que f

Manual Anti-Sistema, disco em parceria de Boneco Gangster e Rapaziada do Morro

"Manual Anti-sistema", esse é o nome do disco produzido em parceria do Boneco Gangster com Rapaziada do Morro. O trabalho foi uma união de dois projetos de discos solos em andamento, como conta Boneco. Ele e Mano Guina, do Rapaziada do Morro, entre tantas trocas de ideias, decidiram juntar seus trampos e produzir um único disco, um verdadeiro manual anti-sistema. Siga o canal "Rapaziada do Morro e Boneco Gangster" e escute o disco completo. Com estilos bastante parecidos, trazendo pra galera aquele rap pesado, agressivo, segundo ele “para meter o dedo na ferida”, unir seus trabalhos não foi difícil. Boa parte das faixas, que totalizam 15, já foram lançadas e a opção de não soltar o CD todo f

RV MC em seu primeiro Ep: “ O Lado Escuro”

Recente no cenário musical do Rap, Ruan Vitor Carvalho, mais conhecido com RV MC, tem apenas 18 anos e já acumula algumas experiências que lhe renderam conteúdo para o seu primeiro EP. Ele lançou o trampo "O Lado Escuro", que reúne oito faixas, e contou para o Rap071 um pouco sobre seu primeiro trabalho. Ouça o EP "O Lado Escuro" Com musicas que falam de "topo", drogas, armas, bebidas e mulheres, numa pegada de trap, ele espera envolver seu publico e levar um pouco da sua realidade. - “Me interessei pelo rap porque fala a realidade do povo sabe? a verdade que o pessoal precisa ouvir, pois o pessoal tá cansado de mentiras sabe? E eu gosto muito de falar a realidade.” RV MC lançou nesta quarta

A Cena Por Elas: nos corres com Aurea Maria

Tá pensando que pra ser uma rapper é só subir no palco e cantar? Está muito enganado, meu querido! É preciso ter raça pra assumir a responsabilidade de subir no palco sendo mulher, principalmente negra, para encarar os corres do dia a dia, Para dar a volta por cima quando tratada como objeto e conseguir mostrar através das letras sua realidade. E é isso que Aurea Maria de 19 anos, moradora de Cajazeiras 11, faz a cada dia para ver seu trabalho ser valorizado. O Rap se faz presente na sua vida desde quando frequentava a casa da tia de consideração, e, junto a sua amiga Thainá, passava as tardes ouvindo Pregador Luo, MvBill, Ao Cubo entre outros. Começou no Rap fazendo peso para ninguém menos

Raro Efeito, B.D.D e Pináculo se reúnem em música. Não se engane: #IssoNãoÉCypher

Ventura, Razz, Vuto, Shan e Òwe juntos numa produção da Balostrada Records com o selo Parabólica. Pelo time reunido, você pode até achar que se trata de mais uma cypher, mas não se engane: #IssoNãoÉCypher! Os vídeos de cyphers no rap estouraram entre 2016 e 2017 na cena nacional. Porém, a grande maioria das produções não se tratam de cyphers propriamente ditas, como a origem do termo na dança Break. "O conceito de cypher é de ser algo feito na hora, diferente do que tem sido feito nacionalmente", afirma Eloihm, um dos produtores da gravadora Balostrada. Saiba mais sobre o estúdio Balostrada Records Para criticar esse modelo que vem se tornando popular, a música reúne as participações de rapp

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