Somaloca faz clipe de cypher e reúne nomes de duas gerações do RAP BA; assista!



Nomes de duas gerações diferentes do rap baiano se encontraram na primeira Cypher do Somaloca - coletivo de mc´s e dj´s de Salvador -, lançada no último dia 13 de novembro. Os caras já vinham ganhando notoriedade na cena pelos frequentes eventos realizados aos domingos, no Espaço Cultural Zimbabwe, em Tancredo Neves, onde recebiam outras galeras e músicos para uma festa black. No clipe, que conta com a direção de Ramires AX, a banca invade um prédio, aguarda a chegada do carro que traz a alta cúpula e se reveza na sequencia de rimas, em cima de um beat bem versátil na variação entre boombap e o trap.

"A ideia foi justamente reunir diferentes galeras do rap numa só música e, de preferência, pessoas que não conseguem espaço para subir em um palco e cantar no microfone para o público, por falta de abertura para novos mc´s aqui em Salvador", explica Pablo Origi, idealizador da cypher. O cantor comenta também sobre a ideologia do bonde ao contar que Somaloca nasceu para levar música preta para as comunidades, como aconteceu na sua primeira edição, na Gamboa de Baixo, e em uma das suas edições especiais, no Rio Vermelho.

Logo no início do filme que ilustra a cypher, dois nomes que já registraram suas marcas na história do hip hop local e que compõem o Somaloca: Pablo Origi e Dj Tau. O primeiro, no comando dos microfones a mais de dez anos, integrou o grupo Quatro Preto e recentemente voltou ao bang com o lançamento de vários singles e clipes. Não menos experiente, mas no papel de balançar as caixas no comando das pick-ups, DJ Tau já colou e cola com vários coletivos de músicos, como Vitrola 71, e é nome frequente na line de grandes eventos de rap em SSA.

Na sequencia, o também integrante do Somaloca, Ian Selva, assume o comando da cypher e manda a sua parte, antes das rimas de Doga Love, que dá sequencia à música levando o clipe para o terraço do edifício. Quem assume o ritmo logo depois com um "flow que tem ingrediente", como citado na faixa, é Kley Mc, passando por Dj Libra (mais um integrante do Somaloca que compõe a filmagem) e passando a bola para Felipe Prazeres, que acelera o "trap do bom", cantado pelo mesmo.

Diego Aranha traz a sua sagacidade já característica "com o pé na porta" e abre os caminhos para Wendell LRD, um dos cantores do Firma 23, grupo que sempre marcou presença nos eventos do Somaloca. Seu parceiro de microfone, Thing Nery, é quem fecha a cypher, não antes da parte de Mc Feijão, jovem com destaque na nova geração por ganhar concursos defendendo a música rap e ter se inserido em locais onde o gênero nunca foi bem aceito, como em campanhas institucionais.


(SOMALOCA - Pablo Origi / DJ Tau / Ian Selva / DJ Libra)


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