DJ Branco fala sobre importância da comunicação para o fortalecimento do movimento hip hop



Ele milita desde o final da década de 90 na cena do hip hop baiano. Comunicador e um dos principais nomes na luta pelas rádios comunitárias, produz o programa Evolução Hip Hop, na Rádio Educadora FM (107.5). Hamilton de Oliveira, conhecido como DJ Branco, é um dos nomes mais relevantes para o cenário do movimento no estado.

Em 2005, ele criou o coletivo Comunicação, Militância e Atitude Hip-Hop (CMA HIPHOP), que trabalha com a articulação, mobilização e produção de comunicação social do movimento hip hop na Bahia. Ele específica que o grupo “dialoga também com movimentos sociais em geral e, principalmente, com o movimento negro”. Dj Branco critica fielmente a legislação para concessão de rádios comunitárias no Brasil.

- “As rádios atuam como veículo de comunicação à serviço da comunidade, dando voz e vez aos anseios, às demandas e à divulgação da produção local. Dá visibilidade a esses movimentos de resistências que sempre foram criminalizados e invisibilizados pela mídia convencional; pela mídia comercial que não dá espaço para criatividade da juventude de periferia, para criatividade dos movimentos sociais e nem do povo negro”.

Mais de 500 rádios comunitárias com programas de hip hop atuavam no Brasil em 2005. Tidas como ilegais, poucas rádios continuam em atividade na Bahia e no país. Grande parte de sua programação está ligada a partidos políticos e grupos da religião evangélica.


Além da discotecagem em eventos de hip hop, DJ Branco também atua como mestre de cerimônia. Ele reforça a importância de conhecermos as raízes sócio-política-cultural do movimento, que tem sua base nos cinco elementos: Break, Grafiti, DJ, MC e o conhecimento, elemento difundido por Afrika Bambaataa. Essas características transformam a cultura hip hop em um movimento capaz de organizar a comunidade a lutar pelos seus direitos.

- “Porque não adianta você ser um bom DJ, um bom MC, um bom grafiteiro, um bom b.boy, se você não conhece a realidade do grupo ao seu redor. Se você não tem conhecimento sobre a sua própria cultura, se você não tem conhecimento sobre a sua identidade, de onde você é e de onde você veio”.

Assista a entrevista completa:


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