Dimak fala sobre início no hip hop, cenário atual, público e sulicídio



Dimak conhece bem a cena alternativa de Salvador. Ele, que já foi do Metal e HardCore, iniciou na cultura hip hop através da pichação, onde conquistou espaço e reconhecimento nas telas da cidade. Presente também no meio musical, começou como rapper no grupo Testemunhaz da Periferia, onde foi baterista e depois MC, ao lado de Daganja, Mobbiu e Fall Clássico.

Além de grafiteiro e rapper, Dimak também é empreendedor. Lançou a marca de camisas ArteBastarda, que tem criado um conceito na cena do rap soteropolitano. Inclusive foi o seu conhecimento do cenário que possibilitou que a marca tivesse um reconhecimento tão forte pelo público e hip-hoppers.

- “Quando eu descobri mesmo era aquilo, né?! Rap é música de preto, de periférico. E eu me identifiquei de cabeça nisso, eu me via naquilo ali, eu me identificava nas letras... Por conta de desemprego e de arranjar forma de sobrevivência na periferia, no gueto, sem alternativas... foi uma identificação”.


Apesar do crescimento da cultura no Brasil e em Salvador, Dimak vê também o risco da mudança no discurso do movimento. Ele afirma que muitos rappers hoje em dia pensam apenas em letras sobre mulher, maconha e propriedades. E essa mudança também reflete no público, que segundo ele:

- “hoje em dia conhece o artista, não conhece o cenário do rap e nem conhece o hip hop. Não sabe nada. Não sabe quem são os djs relevantes, os bboys, não conhecem os grafiteiros... O rap acabou se tornando só um estilo musical".

Dimak ainda comentou sobre a visibilidade do rap do nordeste e a importância da música Sulicídio para o cenário nacional. Para ele, a música teve lados positivos e negativos, mas promoveu uma boa sacudida na cena, principalmente por ter sido voltada para o público e não para os artistas. Dimak aproveitou para alertar: “a galera tem que tá preparada e com pé no chão também para não se emocionar muito e começar a fazer besteira. É só uma etapa, tem que mostrar relevância, tem que mostrar serviço. Porque a gente continua sendo o nordeste”.

Veja a entrevista completa:


#Dimak #Sulicídio

© 2018 - RapZeroSeteUm - Todos os direitos reservados