Denúncia social marca show de Criolo na Concha Acústica



O rapper Criolo trouxe a Salvador, em setembro, um show com características inerentes ao nascimento do rap, utilizando de denúncias, protestos e explanações sobre temas políticos e sociais vigentes no Brasil. A apresentação, realizada na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, fez parte da turnê Ainda Há Tempo, nome do álbum lançado em 2006 e remasterizado neste ano.


Um dos discursos mais ativos proferidos por Criolo foi embasado em números compilados pela Anistia Internacional, através pro projeto Jovem Negro Vivo. "Diga não ao extermínio da juventude negra, dos jovens das periferias, das favelas", comentou Dj Dandan, músico que compõe a crew que sobe ao palco, enquanto os dados da Anistia eram mostrados no telão da Concha Acústica.

A produção do show demonstrou iniciativas de contexto social em diversas expressões. As imagens projetadas ao fundo do palco trouxeram temas como grandes centros urbanos, pixação, violência e zonas periféricas em contrastes com belezas naturais.

Quando falou de Salvador e suas riquezas, Criolo não mudou o tom do seu discurso e pediu que o público baiano valorizasse mais a sua própria terra:


- "Vocês nasceram em um lugar tão influente para as artes, literatura, dramaturgia...tantas coisas. Vocês precisam ocupar esses espaços e ter orgulho de terem nascido na Bahia"

A galera presente na Concha se animou mais quando Dj Mário, que comanda as pick-ups nos shows, apresentou o bit da música que Criolo gravou com o Ilê Ayiê, aqui em Salvador.

Não chegou a gerar um descontentamento, mas o bit durou poucos segundos e seguiu com outras sequencias sampleadas, como o funk carioca "Eu só quero é ser feliz".


Além das músicas trabalhadas no Ainda Há Tempo, o paulista nascido no Grajaú cantou alguns trabalhos de outros álbuns, como Mariô, Sucrilhos e Não Existe Amor em SP, do disco Nó na Orelha. Duas de Cinco e Esquiva de Esgrima, composições do álbum Convoque Seu Buda, também estiveram presentes no repertório.

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