A Cena por Elas - Trocando uma ideia com a DJ Nai Sena



Cercada por homens em sua vida pessoal, a DJ Nai Sena, mesmo sem uma representação feminina em casa para guiar seu processo de amadurecimento como mulher (perdeu sua mãe aos 7 anos), expõe que o lugar dela é onde ela quiser! Esse segundo episódio da serie, A Cena por elas - Mulheres o Hip Hop - realça a importância do papel da mulher no movimento Hip Hop com o elemento DJ.


Naiane Sena, com 25 anos, moradora do Beiru no bairro de Salvador, tornou- se DJ aos 20 anos, através de uma oficina ministrada pelo DJ Jarrão. Sem intenção de seguir carreira profissional, fez o curso como um hobbie, assim como também era visto pela família que não levava muito a serio a atividade.

É bastante claro que o hip hop é um espaço predominado por homens e isso acaba inibindo as mulheres que querem fazer parte de algumas das suas vertentes, “Como ela não se vê, ela não se sente representada”. E no cenário de Salvador, a representatividade das mulheres, negras, DJs é algo que precisa ser cobrada e valorizada. Atualmente há apenas Nai e DJ Belle com essas características que atuam no movimento.

Para ela, ser DJ é coisa seria, é pesquisar musicas, artistas negros, é valorizar o povo negro, as mulheres negras e sempre lutar contra qualquer forma de opressão e preconceito. Nai Sena tenta imprimir isso no seu trabalho, tocando Black Music nos eventos alternativos que participa.

Assista ao segundo episodio da serie A Cena Por Elas- Mulheres do Hip Hop, e conheça um pouco sobre a história de Nai Sena e como é o cenário feminino para as mulheres DJs de Salvador.


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