A Cena Por Elas: No ritmo da BGIRL Michelle Arcanjo



Se na Sociedade em que vivemos a mulher já é subjugada, na cultura Hip Hop não seria diferente, uma vez que é o reflexo do nosso contexto sócio cultural. E no terceiro episódio da série - A Cena Por Elas: Mulheres do Hip Hop, falamos com a BGirl Michelle Arcanjo, que entendeu que quando se identifica e gosta de algo a gente quebra os preconceitos.

Ela começou a dançar em 2010, mas conheceu o break em 2009 através da escola de dança da FUNCEB, quando em uma de suas aulas de danças clássicas conheceu uma BGirl que dava aula para umas meninas e a convidou para experimentar. Depois disso começou a se identificar...


Vinda de uma família conservadora, um dos pontos que a fez não integrar esse movimento logo no início foi o preconceito, por considerarem coisa de homem, de marginal. Mas quando a gente gosta e se identifica não tem como esconder, e um tempo depois já com independência financeira e maior autonomia com a família, o break voltou a fazer parte da sua vida.

- “A representatividade garante de certo modo que se conquiste espaço e também acaba funcionando como a economia dessa resistência feminina.”

Como nem tudo são flores, nesse universo do Hip Hop majoritariamente masculino, o machismo infelizmente ainda é bastante presente. Para ela, o que se tornou uma dificuldade no início foi o desconforto, por taxarem muitas meninas como as “Marias Bboys” - quem se interessa pela cultura por ter um namorado Bboy ou querer ficar com um Bboy -, o que acaba segregando as meninas do movimento.

Ela conta que isso resulta na falta de espaço para elas devolverem sua arte. Mas isso não foi motivo para Michelle desistir. Com o tempo, ela foi ganhando respeito e espaço, mesmo tendo que provar que seu objetivo era realmente treinar.

A falta de referência mais ostensiva acaba se tornando um elemento dificultador, até mesmo na questão de estilo, como ela mesma menciona, e por isso acabava querendo ser como um Bboy e se vestir como ele. À medida que passou ter contato com outras Bgirls, ela foi percebendo como se comportar de uma maneira mais tranquila sem deixar os aspectos da vaidade feminina.


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