A Cena por Elas - Invadindo o rolê com a grafiteira Sista Kátia



Uma mulher com tantas atividades que precisaríamos mais de tantas outras linhas deste parágrafo para dar conta de todas elas. O primeiro episódio da série “A Cena Por Elas – Mulheres do Hip Hop” é lançado hoje com Sista Kátia, ou apenas Sista, ou apenas Kátia e até mesmo SistaK. Podem escolher, caros leitorxs, a forma como querem chamá-la, afinal o que interessa mesmo é que estamos aqui hoje para destacar a sua atuação dentro do movimento do Hip Hop: O grafite.

Criada no bairro de Cajazeiras, em Salvador, Kátia teve o primeiro contato com a cultura Hip Hop na sua adolescência, com o skate. Só depois, há 10 anos, começou a fazer parte do movimento através de um dos elementos básicos, que é o Grafite, a arte de rua. Desde começou a grafitar, articulada que é, não parou mais de desenvolver projetos e movimentar a cena. Criou eventos de grafite para mulheres, crews femininas, além de pequenas produções com o rap também.

Quem conhece o trampo de SistaK logo percebe seu mote. A mulher, de maneira majoritária, é o tema representado em suas artes. A mulher gorda, negra, sereia, diva e maravilhosa. Entre suas obras mais importantes estão: O painel da Concha Acústica produzido para a reinauguração deste equipamento cultural de grande importância na cidade e também o painel do Hospital da Mulher, recém-inaugurado. Ambos realizados com a artista plástica Nila Carneiro.


Assim como todas as outras vertentes do Hip Hop, o grafite feito por mulheres nem sempre é tão valorizado. Isso tem mudado com a inserção cada vez maior das minas nestes espaços. Por isso é tão importante a questão da representatividade. Para Kátia, as mulheres têm chegado cada vez mais procurando inovação, criatividade, conhecimento para tomar seus espaços. Mas, não deixa de destacar que o problema da violência urbana pode ser o principal fator que afaste as mulheres das ruas.

- “O que afasta muitas mulheres do rolê da rua é o fato da rua ser um espaço de muita vulnerabilidade e a gente sente que a gente não pertence a esse espaço, mas a gente tem que quebrar esse paradigma porque a gente pode também pode ocupar a rua. Logico que pensando numa questão da segurança, já que a maior parte do assédio é voltado para as mulheres. Essa questão da violência urbana é muito forte. Não só a violência doméstica. As mulheres sofrem muito assédio nas ruas”, conta a grafiteira.

Assistam ao primeiro episódio da série “A Cena Por Elas – Mulheres do Hip Hop” e saibam mais sobre essa realidade e tantas outras coisas que Sista Kátia falou para a gente do site Rap 071!


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